domingo, 14 de dezembro de 2008

Mais uma obra-prima dele!


E me lembrei da velha piada, do cara que vai ao psiquiatra e diz: "Doutor, o meu irmão é maluco. Acha que é uma galinha.”
E o médico pergunta: "Por que é que não o traz de volta a si?". E ele responde: "Até faria, mas preciso dos ovos". É mais ou menos o que sinto sobre as relações entre as pessoas. São totalmente irracionais, loucas e absurdas... Mas nós vamos agüentando porque precisamos dos ovos.

O Cinema Pensa!


"Existe alguma ligação interna e necessária entre a escrita e a problematização filosófica do mundo? Por que as imagens não introduziriam problematizações filosóficas, tão contundentes, ou mais ainda, do que as veiculadas pela escrita?"

sábado, 13 de dezembro de 2008


Se fôr pra ser romântico que o seja com originalidade, ora bolas!

Perigosas Metáforas!


“O carteiro e o poeta” é uma obra sobre poesias, tanto aquelas escritas quanto as vivenciadas, em uma descarada homenagem à poética por vezes escondida no cotidiano, que lateja apenas aos olhares mais sensíveis.

(Livraria Naftalina)


- Desculpe, Don Pablo. Eu só queria dizer que também gostaria de ser poeta.

- Não, é mais original ser um carteiro...tens que andar muito e não ficas gordo.

Nós poetas somos todos gordos.

- Sim, mas... com a poesia... eu poderia fazer as mulheres apaixonarem-se por mim.

Como...como é que se chega a poeta?

- Tenta caminhar lentamente pela costa até à baía... e olha à tua volta.

- E as metáforas virão ter comigo?

- Certamente.

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- O que está a fazer?
- Estou a pensar.
- Com a janela aberta?
- Sim, com a janela aberta
- Fale para mim. O que foi que 
ele disse?
- Metáforas. 
- Metáforas?
- Nunca tinha ouvido você falar assim antes.
- Que metáforas ele fez para você?
- Fez? Ele disse!Disse que meu sorriso se espalha como 
borboletas.
- E então?
- Eu ri quando ele disse isso. “Seu riso é uma rosa...
uma lança descoberta,é o bater das águas. Seu riso é uma onda prateada repentina”.
- E o que você fez?
- Fiquei quieta.
- E ele? O que mais ele disse? Não, o que ele fez? Seu 
carteiro, além de uma boca ele tem duas mãos!
- Ele nunca me tocou. Ele disse estar feliz ao lado de uma jovem pura.
“Era como estar à orla de um oceano branco.
Gosto quando fica em silêncio porque é como se estivesse 
ausente".
- E você? E ele? 
- Ele também me olhou, e então parou de me me olhar nos 
olhos... e começou a olhar para os meus cabelos...
sem dizer nada, como se estivesse pensando.
- Chega, minha criança!
- Quando um homem começa a lhe tocar com palavras não está
longe de lhe tocar com as mãos.
- Não tem nada de errado com as palavras.
- Palavras são as piores coisas que existem.
- Eu prefiro um bêbado no bar tocando seu traseiro do que alguém
que lhe diz "Seu sorriso voa como uma borboleta!"
- É "espalha-se" como uma borboleta!

Vai chegar um dia em que seus braços tremerão de velhice e as suas pernas que hoje são firmes e fortes ficarão fracas. Os dentes vão cair, e você não poderá mastigar direito. Os seus olhos ficarão cansados e fracos. Os seus lábios, murchos, ficarão bem fechados enquanto você tenta mastigar sua comida!Você vai acordar com o barulho dos pássaros, mas não ouvirá direito e mal conseguirá falar, com voz tremida. Você vai ter medo de lugares altos, medo de cair. Vai ser um velho de cabelos brancos, de rosto murcho, que anda se arrastando; já não vai ter o vigor físico, e verá a morte de perto, aproximando-se cada vez mais de sua casa eterna. Depois, atrás do seu caixão, muita gente vai seguir, chorando. (Eclesiastes 12.3 - 5) 


ps (O que será do segundo seguinte ao despertar do nosso sonho real?)



Bianchi e a exposição dos nossos insetos interiores, das mazelas humanas e do círculo social vicioso alimentado por elas. Um quadro cronicamente irreversível onde sujeitos são vendidos a preço de bala, literalmente ou não, dentro da ambigüidade da semântica.